Quando é preciso gritar

0603tio1Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras – COPINH

Nós, da Marcha Mundial das Mulheres, que organizamos manifestações em todo Brasil, reafirmamos: o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é dia de luta. E toda forma de luta dos movimentos sociais vale a pena.

Nossas companheiras da Via Campesina têm todo nosso apoio e compromisso nas ações contra o agronegócio da morte.

A expansão do eucalipto e da acácia transforma o território brasileiro em um deserto verde. Estas empresas vendem a ilusão do progresso e de que qualquer pesquisa é favorável à humanidade. No entanto, o que recebemos é o Brasil subordinado à tirania do mercado internacional. E o agronegócio de exportação, baseado no uso intensivo de recursos naturais e na superexploração do trabalho.

Dizemos não à tudo isto. Queremos a que a organização da economia e da sociedade tenha no centro o bem-estar e a felicidade das pessoas e não o lucro de poucos. Queremos emprego com direito a salário digno. Queremos terra para quem nela trabalha. Queremos as sementes e a biodiversidade como patrimônio dos povos e à serviço da humanidade.

Não aceitamos a criminalização dos movimentos sociais.

Toda solidariedade às mulheres camponesas.

Transformar o mundo para transformar a vida das mulheres.